No último domingo (08), durante o Super Bowl LX, o evento esportivo mais assistido da televisão mundial, o show do intervalo comandado por Bad Bunny dominou as conversas nas redes e nos veículos de notícia.
O artista porto-riquenho fez história ao se tornar o primeiro headliner da performance a apresentar um set quase integralmente em espanhol, com forte presença de referências à cultura latina. A apresentação no Levi’s Stadium, na Califórnia, contou com participações especiais de grandes nomes e cena teatral que trouxe elementos visuais marcantes, como campos de cana-de-açúcar e celebrações de casamento encenadas.
Bad Bunny também usou o palco para transmitir uma mensagem de união e identidade, culminando com o gesto simbólico de exibir uma bola de futebol americano com os dizeres “Juntos, somos a América” e um telão que dizia “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.
A performance, que se tornou um marco cultural, também gerou reação política. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump publicou nas redes sociais críticas severas, chamando o show de “absolutamente terrível” e “um dos piores de todos os tempos”. Trump afirmou que a apresentação “não faz sentido”, “é uma afronta à grandeza da América” e reclamou que muita gente não entendia as palavras cantadas em espanhol.
Enquanto isso, políticos e artistas de diferentes partes apoiaram Bad Bunny e destacaram a importância da diversidade representada pelo espetáculo. A mistura de música, cultura e mensagem social transformou o show do intervalo em um dos momentos mais comentados do Super Bowl, bem além dos limites do esporte.


